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Fibromialgia aumenta com a idade e piora a qualidade de vida dos idosos

Publicado 02/03/2017
Notícias

A prevalência de Fibromialgia (FM) pode aumentar com a idade, de acordo com os resultados obtidos em um estudo com pacientes turcos. O estudo mostra que adultos idosos com Fibromialgia apresentam qualidade de vida ruim em relação à dor, ao sono e a funções sociais e emocionais. O estudo “Prevalence Of Fibromyalgia In Turkish Geriatric Population And Its Impact On Quality Of Life” foi publicado na revista turca Agri Pain.

A maioria dos estudos sobre a Fibromialgia inclui pacientes jovens ou de meia-idade, principalmente mulheres, mas pouco se sabe sobre a prevalência e o impacto da doença sobre os idosos. Os pesquisadores seguiram 100 pacientes de 65 a 80 anos, divididos em dois grupos, FM e não FM, de acordo com critérios diagnósticos do American College of Rheumatology.

Os pesquisadores analisaram vários parâmetros, como a contagem de pontos sensíveis (CPS), sintomas comuns, gravidade da doença (usando o Questionário de Impacto da Fibromialgia (QIF), a qualidade de vida (usando o perfil de saúde de Nottingham ou NHP) e a gravidade da dor segundo a Escala Analógica Visual (EAV).

Dos 100 pacientes, 31 foram incluídos no grupo FM e 69 compuseram o grupo não-FM.

Os pacientes com Fibromialgia apresentaram escores significativamente mais altos na dor, no sono, no isolamento social e nas reações emocionais na pontuação da qualidade de vida comparados ao grupo não-FM. Nenhuma diferença foi encontrada em termos de gênero nas medidas de CPS e de gravidade da doença, mas esses parâmetros foram reduzidos com o aumento da idade  ̶  quanto mais velho o paciente, pior o resultado.

Os resultados também indicaram que a gravidade da doença e a contagem de pontos sensíveis (CPS) foram associados à dor e às reações emocionais, conforme testado na pontuação de qualidade de vida. No entanto, não foi encontrada correlação entre a gravidade da doença e CPS e a mobilidade física, sono, energia e isolamento social dos pacientes.

Juntos, os resultados indicaram que não só a prevalência de Fibromialgia aumenta com o envelhecimento, mas a doença também piora a qualidade de vida desses pacientes.

"Embora a FM seja pensada como uma doença recorrente entre mulheres jovens e de meia-idade, a sua prevalência aumenta com a idade", escreveram os pesquisadores. "Acompanhar a osteoartrite em pacientes idosos pode causar atraso no diagnóstico de FM e no tratamento. Em caso de dor grave incompatível com os achados clínicos e radiológicos, o diagnóstico de FM deve ser levado em conta".

Fonte: Prevalence of fibromyalgia in Turkish geriatric population and its impact on quality of life. Garip Y., Öztaş D., Güler T. Agri 2016;28(4):165-170. http://www.journalagent.com/agri/pdfs/AGRI_28_4_165_170.pdf  (Acessado em 6 de fevereiro de 2017)