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Pontos de Vista
Marcha contra a dor

Mônica Tarantino

Caminhar melhora a vida de pessoas com fibromialgia, um tipo de reumatismo.

Que andar é um tônico da saúde, todo mundo sabe. Mas só agora ficou provado que caminhar é um santo remédio para aliviar as dores constantes e generalizadas pelo corpo que caracterizam a fibromialgia, uma doença que afeta 5% da população mundial e ocupa o segundo lugar entre os tipos mais comuns de reumatismo.

Essa atividade física, feita em ritmo moderado e com longa duração, leva vantagem sobre o alongamento, uma das modalidades mais prescritas atualmente para o tratamento do problema.

A conclusão é da reumatologista Valéria Valim, pós-graduada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autora de um estudo que durante quatro meses avaliou 80 mulheres com fibromialgia. Metade das pacientes praticou caminhada três vezes por semana. As outras quarenta fizeram alongamento.

Os benefícios proporcionados por esses dois tipos de atividade foram medidos durante o estudo por testes de capacidade física, questionários e uma escala de dor, usada pelas pacientes para classificar a intensidade dos seus sintomas. “Nos dois casos houve melhora, mas ela foi maior na atividade que proporciona o condicionamento aeróbico”, afirma o reumatologista Jamil Natour, orientador da pesquisa e chefe do serviço de coluna vertebral e reabilitação da Unifesp.

O condicionamento eleva a capacidade respiratória, aumenta a musculatura e a força. É obtido a partir de um treinamento monitorado e progressivo, em que a carga de esforço cresce de acordo com a capacidade cardiovascular de cada um.

Apesar de não ser considerada grave, a fibromialgia tem grande impacto na qualidade de vida. Ela surge devido a distúrbios na percepção da dor pelo organismo.

Por causa disso, o paciente sofre de dores constantes, alterações de sono e humor, fadiga, depressão e ansiedade. Dessa forma, a pessoa não se sente disposta para o trabalho ou para a realização de tarefas cotidianas. Em 1990, esse conjunto de sintomas foi reconhecido como doença. A partir daí, a medicina especificou critérios para o diagnóstico. “Antes, havia maior dificuldade para identificar a fibromialgia” diz Natour.

Hoje, os portadores da doença já representam 30% da clientela dos reumatologistas americanos. No Brasil, não há estatísticas. O tratamento combina medicamentos antidepressivos, analgésicos e atividade física, considerada indispensável pelos especialistas. Para prevenir excessos, é necessário que os exercícios (caminhada, ginástica, alongamento ou hidroterapia) sejam feitos sob orientação de instrutor familiarizado com a enfermidade. “Muitos médicos ainda desconhecem as características dessa doença”, alerta o reumatologista Natour.

A curitibana Eda Jeane de Souza, 33 anos, passou por várias consultas até obter um diagnóstico seguro. “Cheguei a atribuir minhas dores a problemas de adaptação, porque havia trocado Curitiba por São Paulo. Fiquei aliviada quando soube que havia uma outra explicação para a grande fadiga e o mal-estar”, conta.

Há oito meses, foi diagnosticada a fibromialgia de Eda, analista de produtos bancários. Desde então, ela se esforça para cumprir as recomendações médicas. Levanta cedinho todos os dias para caminhar pelo menos uma hora no parque do Ibirapuera, antes de ir trabalhar. “O cansaço acabou, tenho mais vigor e as dores praticamente sumiram com as caminhadas”, comemora.

Isto É - 1632, p. 65, 10/1/2001

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