Novas drogas aprovadas para fibromialgia
Por muito tempo, as medicações utilizadas na fibromialgia (FM) eram compostos “emprestados” de outras condições clínicas. Recentemente, três medicações receberam aprovação do FDA (órgão americano responsável pela liberação e controle de medicamentos) para o uso específico na FM. Independentemente das medicações aprovadas, a aprovação já é um fato muito relevante, pois demonstra que existe um reconhecimento das autoridades americanas que a FM é uma condição que merece atenção e estudo.
Já no ano passado, foram aprovadas a pregabalina e a duloxetina. A pregabalina é um neuromodulador, que age diminuindo os impulsos dos neurônios que carreiam a dor. Aparentemente, o composto também tem uma ação na ansiedade e no sono, problemas de que muitas vezes tiram a qualidade de vida dos pacientes com FM.
Outra medicação aprovada no ano passado foi a duloxetina. Este é um composto anti-depressivo, que aumenta os níveis de duas substâncias no sistema nervoso central: a serotonina e a noradrenalina. Estes elementos, quando elevados, ativam um sistema corporal de combate à dor. A duloxetina também está aprovada para combater um tipo de dor causada por lesão direta nos nervos, a dor neuropática. Além disso, é um anti-depressivo efetivo.
A última medicação aprovada para a FM foi o milnaciprano, que age de maneira bastante semelhante à duloxetina, por também ser um antidepressivo que aumenta os níveis de serotonina e noradrenalina.
Todos estes compostos foram estudados com questionários que avaliavam não só se havia melhora da dor, mas também da qualidade de vida global dos pacientes. Sempre devemos lembrar, porém , que estão medicações não são pílulas milagrosas, mas que fazem parte de um plano de tratamento do paciente com FM, que sempre incluirá as medidas não-farmacológicas, como os exercícios. Mas os pacientes com FM devem se animar com essas perspectivas para um melhor controle de sua condição.
Eduardo S. Paiva
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia da UFPR-PR
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