Desarranjo do ritmo circadiano na fibromialgia
A fibromialgia, na maior parte das vezes, se manifesta por fadiga, dor difusa migratória, distúrbios do sono e do raciocínio. Muitos estudos têm sido realizados no sentido de se entender melhor essa sintomatologia e um dos aspectos que chama a atenção é a perda da ritmicidade na secreção hormonal e de substâncias ligadas à condução nervosa e à imunidade. Isso porque a secreção hormonal, de neurotransmissores e o comportamento imunológico obedecem a um ritmo circadiano, ou seja, ao longo das 24 horas se comportam de forma previsível e cíclica. Os distúrbios do sono contribuem para o desarranjo do ritmo circadiano, que pode resultar em fadiga, infecções oportunistas, oscilações na pressão arterial, dentre outras manifestações.
O hipotálamo é uma estrutura do sistema nervoso central que está envolvida com o comportamento. Essa estrutura também está envolvida nas alterações circadianas observadas na fibromialgia. Como nenhum tratamento conhecido até o momento reverte a disfunção do hipotálamo, deve-se abordar a fibromialgia de forma multidisciplinar, ou seja, associando-se às medicações necessárias, atividade física e abordagem comportamental.
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