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ANTIINFLAMATÓRIOS – QUESTÕES BÁSICAS

Os antiinflamatórios são medicações extremamente utilizadas, pela sua eficácia em tratar dor e inflamação.

Entre os antiinflamatórios mais conhecidos estão o diclofenaco, o ibuprofeno, a indometacina, a nimesulida, o cetoprofeno e o etodolaco.

Como os antiinflamatórios agem? Isso foi descoberto em 1970, quando se revelou o mecanismo de ação da aspirina, da qual todas essas medicações são derivadas. Estes compostos inibem uma enzima, a ciclooxigenase (COX) que faz a produção de substâncias que causam inflamação, as prostaglandinas. Este mesmo mecanismo é responsável pelos efeitos colaterais dos antiinflamatórios, pois as prostaglandinas também são necessárias para funções vitais do corpo, como a proteção do estômago contra a acidez e a circulação sangüínea renal.

Não é de espantar, portanto, que a grande preocupação como uso crônico destas medicações era relacionada com perfurações, úlceras e sangramentos estomacais. No início da década de 90, as complicações gástricas dos antiinflamatórios matavam mais do que algumas formas de câncer nos Estados Unidos.

Por este motivo, procurou-se descobrir medicações que inibissem somente a enzima presente na inflamação e não aquela presente no estômago. Estes compostos foram descobertos e comprovou-se que realmente a chance de lesão gástrica era bem menor com os mesmos. Estes compostos são o celecoxib, o valdecoxib, o etoricoxib, o rofecoxib e o lumiracoxib. Porém, descobriu-se que inibir só um tipo de enzima apresentava, em alguns remédios, um efeito inesperado – uma maior chance de infarto – e por este motivo uma dessas medicações, o rofecoxib (VIOXX), foi retirado do mercado.

Como que está o uso de antiinflamatórios após esta descoberta? Em primeiro lugar, deve-se ter em conta que na Fibromialgia, não há ativação da COX e liberação de prostaglandinas, então o uso contínuo de antiinflamatórios habitualmente não é recomendado nesta condição. Alguns pacientes podem ter um alívio da dor por um efeito analgésico geral, mas são uma minoria. Se o uso contínuo destas medicações for necessário, deve-se analisar dois aspectos básicos: risco gástrico e risco cardiovascular. Os COXIBS devem ser mais usados nos pacientes que apresentam risco para úlcera, como os idosos, os que usam corticosteróides e que já tenham história prévia de úlcera ou gastrite graves.

Já as pessoas que tem risco cardiovascular elevado, como infartados, diabéticos e hipertensos devem evitar os COXIBS e usar os antiinflamatórios tradicionais. Se o risco de úlcera também estiver presente, medicações que diminuam a acidez de estômago devem ser tomadas concomitantemente. Em qualquer situação, o uso crônico deve ser acompanhado por um médico, para a monitorização de complicações.

Eduardo S. Paiva
Reumatologista
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba

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