Você é perfeccionista?
O perfeccionismo habitualmente é tido como uma qualidade a ser almejada. Porém, nos pacientes com fibromialgia, esta busca pode ser improdutiva e até mesmo danosa. Algumas “dicas” podem ajudar a identificar este perfeccionismo excessivo.
Por exemplo, se você acredita que pedir ajuda é um sinal de fraqueza; fica preocupada em cometer erros na frente de outros; as coisas têm que ser feitas sempre do jeito que você quer; se você se aborrece se outros não são perfeccionistas ou não fazem as coisas do jeito ou no tempo que você quer; você fica pensando em erros do passado; você demora mais que outras pessoas para completar uma tarefa, pois esta nunca está completa o suficiente; você não pára com esta tarefa mesmo que outros digam que já está bom ou que você esteja cansada. Todos estes são sinais de um perfeccionismo excessivo e não saudável.
Como este tipo de comportamento pode levar a problemas de saúde e bem estar? Bem, de várias maneiras diferentes: você começa a não completar as coisas, e pode ficar deprimida ou infeliz; começa a perder muito tempo nas coisas do dia-a-dia, pois se preocupa com detalhes pequenos e sem importância. Uma dificuldade de convivência com outras pessoas começa a aparecer, pois você não aceita as coisas sendo feitas de outra maneira que não a sua; você não consegue mais sentir a sensação de “dever cumprido”, e isto leva a uma frustração crescente e pode piorar ou causar uma depressão.
Como se pode quebrar este círculo de perfeccionismo exagerado? Bem, primeiramente aceitando o fato que o perfeccionismo em si pode ser danoso para a sua saúde; ter expectativas realistas para você mesmo e para as pessoas que lhe cercam. Estabelecer suas prioridades, para poder programar quanto tempo será gasto em cada tarefa. Estabeleça este tempo e o respeite, para aprender a se poupar. Dê uma folga para si mesma - tenha cuidado com a autocrítica excessiva e peça por ajuda mais vezes.Tente fazer coisas de um jeito diferente, e tenha prazer de novas experiências. “Ouça” seu corpo e pare com uma tarefa se a mesma está lhe causando dor. Aceite bem críticas construtivas e não como uma ofensa. Aprenda a importância e o valor de dizer não.
Lembre-se que ninguém é perfeito, e que deixar o perfeccionismo para trás pode ser uma experiência libertadora!
Adaptado de “finding balance” de Lynne Matallana- National Fibromyalgia Association (com permissão)
Eduardo S. Paiva
Ambulatório de Fibromialgia
HC-UFPR, CURITIBA.
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