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Testes diagnósticos – testes complementares

Com o avanço da moderna tecnologia, e por conseqüência da medicina, tanto os médicos quanto os pacientes tendem a valorizar os resultados dos exames ditos complementares, principalmente exames de sangue e radiológicos. Não é incomum que pacientes com fibromialgia (FM) cheguem ao consultório do reumatologista com uma “sacola” de exames, habitualmente com achados de raios x conflitantes e com resultados de exames de sangue normais. Isto contribui para a ansiedade do paciente, pois este apresenta sintomas, muitas vezes de grande intensidade, mas os resultados não indicam nenhuma doença específica.

Na verdade, o diagnóstico da FM é clínico, isto é, pode ser feito sem exames complementares, mas sim através de uma boa história clínica e um bom exame físico. Na verdade, muitas vezes os testes diagnósticos, mesmo pedidos com uma boa intenção, podem atrapalhar mais do que ajudar. Como isso pode acontecer? Simplesmente porque resultados de exames podem estar alterados em pessoas normais. Alguns testes usados em reumatologia podem dar “positivo” em até 10% da população normal. Por este motivo, não se pode começar pedindo testes indiscriminadamente, sem uma boa avaliação do paciente.

Como o reumatologista saberá que o paciente com FM não apresenta um problema mais sério? Não é sempre necessária uma bateria de exames para detectar se outros problemas que também causam dor não estão presentes?

Na verdade, não. Um bom reumatologista, assim como qualquer outro bom médico, sabe que 90% dos problemas são detectados na anamnese (entrevista) clínica. Por isso, o detalhamento da entrevista é fundamental. O erro de se pedir muitos testes está vinculado ao erro de não se conversar detalhadamente com o paciente. Desta maneira, pedem-se testes para não haver riscos. Mas na verdade, muitas vezes o diagnóstico de FM é perdido, por falta de atenção à história clínica.

Dois exemplos: uma paciente de 60 anos chega ao médico e fala que apresenta dor em todo o corpo e que outro médico diagnosticou fibromialgia. Através de uma entrevista detalhada, o novo médico recebe a informação de que a paciente emagreceu 10 quilos no último mês – o que não acontece na fibromialgia. Neste caso, um diagnóstico alternativo deve ser buscado.

Outro exemplo é de uma paciente de 40 anos que chega com dor no pescoço, com raios x de coluna cervical mostrando artrose (desgaste). Ela não está melhorando com os tratamentos habituais. Novamente com uma boa anamnese, o médico detecta que ela possui alteração do sono, que a dor não é só no pescoço, mas sim difusa e que a dor é muscular, e não na coluna cervical. O diagnóstico de fibromialgia é feito e a paciente é tratada de acordo. Mas e as alterações nos raios x? Bem, o médico sabe que quase 50% da população aos 40 anos pode apresentar sinais de artrose na coluna cervical, sem que isso seja causa de sintomas.

Por estas razões, é muito importante que o paciente forneça ao médico toda a informação clínica relevante, em relação aos sintomas que ele sente, sem se preocupar com o resultado dos exames. E o médico deve estar sempre atento e disposto a ouvir e valorizar as queixas dos pacientes.

Eduardo S. Paiva
Reumatologista
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba

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